sábado, 7 de maio de 2011

O último trem

Eu a conheci  no intervalo de quatro estações.
Quem me dera ter sido quatro estações do ano,
Foram quatro estações de trem.
Durante quatro meses

Nunca me esquecerei de quando agente começou a conversar.
Ela falava falava falava,
E eu com um sorrisinho,
Só não consegui para a olhar.

Nossos pontos de vista eram sempre divergentes,
Nossos modos de agir completamente distintos,
Nossa amizade era completamente diferente,
Tinhamos tudo para ser inimigos,
Mais o que eu sinto por ela é um afeto que parece ser muito mais antigo.

Agente se provocava,
Agente só se xingava,
Agente só brigava,
Agente se gostava.

E talvez por todas essas nossas brigas,
Ela não saiba que eu achava ela muito linda,
Muito radiante e muito interessante, pra não dizer atraente
E no fundo... Ela é uma pessoa muito importante.

Eu sei que existe uma grande probabilidade,
De eu não significar pra ela o que ela significa pra mim.
Mais e dai?

Não a conheci o tanto quanto eu queria
Mais conheci o suficiente
O suficiente pra saber que ela vai fazer muita falta.
Que minhas tardes não serão as mesmas.
E que minhas manhãs não teram as mesma expectativas.

E no intervalo destas quatro estações,
Eu me despeço de mim mesmo.
Como se um pedaço meu parti-se com ela.
Enquanto me lanço na direção oposta a esmo.

O ultimo trem que pegamos juntos
A ultima despedida,
Com se eu saísse do meu escudo de crisália
Eu não preciso nem dizer que seu nome era _ _ _ _ _ _ _.

Te amo é uma palavra muito forte,
Mais tenho certeza de que caberia neste contexto.






 

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