sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Você

R:  Sabe aquele gosto de querendo mais?
     Ao mesmo tempo que vai assentando
     Vai acentuando.

B:  Vai se tornando cada vez mais forte, tal que, se torna impossível controlar suas próprias ações,
     De forma que o amargo se torna doce e o mais imprevisível dos sentimentos se torna aparente.
     E de repente você se vê escravo dos seus pensamentos e vontades, desejando o intocável...

R:  Desejando o intocável,
     Tocando o inimaginável,
     Imaginando o imprescindível,
     Pressentindo o impenetrável.

     Porque os teus olhos são o oceano da minha perdição
     E os mesmos olhos são do meu mundo, a constelação.

B:  Se fixando nas alturas...
     Tirando os pés do chão...
     Almejando o que não se pode ter...
     Sentindo falta do que nunca se teve...
     Se alumbrando com cada passo alheio...
     Se tornando uma sentença aos meus olhos...

R:  Dos teus aos meus olhos se fazem...
     E quando atinge-se a altura máxima...
     Tudo que eu aspiro,
     Respiro...
     E inspiro...

B:  É você.

R:  É você

( Poema escrito por Belisa Lima Soares e Rodrigo dos Santos Espíndola )
     

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

As vezes

As vezes,
Somente as vezes...

Machuca...
Passar a noite contigo e quando acordar,
Perceber que foi só um sonho.

Machuca...
Enquanto tua presença sentir-me completar,
Ao longe sentir-me vazio.

Machuca...
Saber de tudo que vem em antítese
E lhe desejar tanto, mesmo assim.

Machuca...
De todas, você é a que me faz além
E ainda assim, não ser o teu alguém.

Machuca...
Fechar os olhos e lembrar do teu rosto ao meu.
Abri-los e sentir tudo... Tudo... Pelos ventos ao céu.

Machuca...
Sentir que a felicidade bateu á minha porta
E eu não tive a chave pra abri-la

Machuca...

Mas nem tudo é doce
O que seria da reverberação açucarada
Sem conhecer o amargo?

As vezes machuca,
Somente as vezes...
Mas a minha vida sempre será Bela.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Labirinto

Entrei nesse labirinto e me perdi.
Me perdi da minha antiga vida,
De tudo que não era real, me perdi,
Mas achei dentro desse labirinto a realidade que desejo seguir

Me perco no labirinto dos teus olhos,
Me acho no labirinto do teu coração,
Me perco no labirinto do teu corpo,
Me acho no encontro com a Perdição

Ao contrário de uma prisão,
O labirinto tem duas saídas.
Uma leva á chave do teu coração
Outra de volta ao ponto de partida.

Não sei se ao ponto de partida consigo voltar,
Sabendo desse sentimento que aspiro, respiro e inspiro.
Mas não é só de mim que depende á chave chegar,
Mas te desejo... Aqui... Comigo...

Porque é no labirinto dos teus olhos
Que entendo o labirinto do meu universo...
Paralelo inverso diagonal transversal reflexo.

A única coisa que o labirinto não permite é que fiquemos parados
Talvez andando de vagar... passo-a-passo
Mas jamais parados.

Não é um jogo,
É um caminho com obstáculos
Que nos permite a desistência a qualquer momento.
Desistir e voltar é muito fácil... Mas saber de tudo que "E se..." traz muito sofrimento.
Não estou dizendo que a caminhada até a saída não trará também sofrimento,
Estou dizendo que atrás de todas as barreiras de complicações...
Atrás dos portões de saída sentido a chave...
O que aguarda é só o começo incluindo eu e sua Bela companhia

Musa...
Lhe convido a saltar as estrelinhas, linhas e muros labirínticos
Á escrever uma romance narrado em primeira pessoa,
Com dois protagonistas...
Eu e você.
Só preciso da chave do teu labirinto.
Mas o labirinto não permite que fique parado...