segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O menino da casa sem portão

Olha...
O menino da casa sem portão.
Sem teto;
Sem futuro;
Sem musica;
Sem canção.

O portão era feito de madeira;
Que se diluiu em veraneio.
Que secou na beira da margem da marginal.
Secando cada farpa com se fosse a ultima pulsação;
A ultima pulsação da ultima veia entupida de um velho coração.

Mais ele não é só um menino?
Era...
Que perdeu a humanidade e a infância,
No ultimo fato de intolerância,
Que mais me causa ânsia,
Da impunidade referente ao consumismo e a ganância
Que chuviscaram ao veraneio daquele portão.

O menino se suicidou...
Mais qual era mesmo seu nome?
Não sei.
Ele era apenas o menino da casa sem portão.


 
 

 

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